
Oficializando o início do Ministério d Casais da PIB no garavelo (pelo qual pedimos oração em postagem anterior), no dia 28/02/09 ministramos a palestra "Firmando a aliança matrimonial em Deus":
Falar de aliança é falar de compromisso. Mas hoje em dia, quando os compromissos são cada vez menos “cumpríveis”, é difícil falar de aliança ou mesmo encontrar pessoas que entendam seu real sentido. De alguns anos pra cá surgiu o “Contrato Matrimonial”, oficializando a “união estável”, que inclusive substitui o casamento civil, onde duas pessoas assumem o compromisso de viverem uma vida marital “até onde der”, quando não der mais, rompe-se o contrato. Entre as definições de contrato, vamos encontrar “responsabilidade limitada”, enquanto que entre as definições de aliança, vamos encontrar “responsabilidade ilimitada; forte compromisso; lealdade até a morte; morte à vida independente”. Firmada a aliança entre um casal, a VIDA INDIVIDUAL deixa de ser prioridade, pois a VIDA COMPARTILHADA passa a ser a prioridade. Isso não quer dizer que na aliança entre um casal um anula o outro, mas que cada indivíduo passa a viver para o outro, substitui-se o EU, MEU, MINHA, MEUS por NÓS, NOSSOS.
De acordo com a Bíblia, o casamento constitui-se numa aliança:
“Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira, e a mulher da tua aliança.” (Ml. 2:14)
O casamento foi idéia de Deus, o que nos coloca diante da necessidade de obedecer os princípios que Ele estabeleceu para tal.
Vejamos o que a Bíblia nos relata sobre o primeiro casamento (a primeira aliança matrimonial):
“E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele. Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome. E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea. Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar; E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne. E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.” (Gn. 2:18-25)
Esse texto nos mostra quais são as características da aliança matrimonial (casamento) de acordo com os padrões de Deus, o Arquiteto da família:
1. A MULHER DEVE SER A AJUDADORA IDÔNEA (v.18) – Deus viu todos os casais de animais criados por Ele, viu que “era bom” o resultado de Sua criação, mas notou que o homem não tinha uma companheira à altura para si e que isso “não era bom”. Deus, em Sua infinita sabedoria, viu que o homem precisava da mulher (o esposo precisa da esposa). A definição do DLP para idôneo é:
1. Próprio para alguma coisa. 2. Apto, capaz, competente. 3. Adequado.
De acordo com os princípios divinos para o casamento, a tarefa principal da esposa é ser ajudadora do esposo (não apenas tarefas domésticas), pois a NENHUMA outra criatura cabe essa tarefa. É interessante notar que Deus não tirou um osso do PÉ de Adão para dele criar Eva, isso poderia em algum momento dar base para dizer que a mulher é INFERIOR ao homem (machismo); como também Deus não tirou um osso da CABEÇA de Adão, pois em algum momento a mulher poderia se dizer SUPERIOR ao homem; Deus tirou o osso DO LADO de Adão, pois assim a mulher completa o homem: AO SEU LADO.
2. A MULHER FOI UM PRESENTE DE DEUS PRA O HOMEM (vs. 20, 21) – Deus, fazendo uso de Sua onipotência, poderia ter concluído a Sua obra criadora dizendo “façamos/faça-se a mulher”, mas Ele preferiu fazer todo um “ritual” para dar ao homem sua ajudadora idônea. Imaginem a alegre surpresa de Adão ao acordar de seu profundo sono e dar de cara com Eva! Sendo a mulher um presente de Deus, ela deve ser tratada como tal.
3. ADÃO SE ALEGROU COM O PRESENTE RECEBIDO (v. 23) – As palavras ditas por Adão nesse versículo não têm um peso de tristeza. Elas expressam, sim, a alegria de quem acabou de receber um grande presente. Adão não disse “Ops! Chegou a PULIÇA!” nem “E aí, PATROA, o que é que você manda?”. A atitude de Adão deve ser também a dos esposos hoje: alegria e gratidão a Deus pelo presente que Ele lhes deu.
4. ATRAVÉS DO CASAMENTO, UNE-SE O CASAL EM UMA SÓ CARNE (v.24) – Primeiramente vale a pena ressaltar que o “deixar pai e mãe” implica em que o casal vai viver SUA PRÓPRIA VIDA como uma nova família, pois agora a família do filho é sua esposa e a família da filha é seu esposo. Isso não quer dizer que os filhos devem intrigar-se dos pais quando casam, mas implica no famoso “cortar o cordão umbilical”, pois o casal passa a viver UM PARA O OUTRO. O casamento deve ser um “território inviolável”, onde não haja espaço para nenhuma interferência externa (conselhos, sim, intervenção, não).
Claro que é bem-vinda uma ajuda na cozinha quando se está aprendendo a cozinhar, mas isso também deveria fazer parte da preparação das mulheres para o casamento para evitar que se dê brecha para além de dizer COMO fazer, se diga O QUE fazer. Administrar as finanças da família é difícil, mas porque se preocupar com isso apenas depois de casados? Essas “intervenções” que devem ser evitadas incluem também os filhos, pois no padrão divino para o casamento, é tarefa DOS PAIS educar os filhos, não dos AVÓS. Precisamos ter cuidado para proteger nosso casamento das “raposinhas” que fazem mal à nossa vinha:
“Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor.” (Ct. 2:15)
A sequência dos fatos depois de “deixar pai e mãe” é “unir-se à sua mulher”. O casamento implica em viver em união (harmonia). Jesus disse em Mt. 25:12b que “(...)toda a cidade, ou casa, dividida contra si mesma não subsistirá.”. Está cada vez mais difícil viver em família, pois o diabo tem atacado de todos os lados de forma que a família seja desestabilizada, mas será MENOS DIFÍCIL viver em família se o casal estiver UNIDO em toda e qualquer situação. Como o casamento é a união de dois indivíduos e que esses indivíduos não se anulam um ao outro, eles continuam tendo opinião própria o que vai acarretar em algum momento a divergência sobre alguma coisa. Isso não é mal, desde que o casal SE UNA para CONVERSAR e chegar a um denominador comum, procurando o melhor para a FAMÍLIA, o que vai proporcionar a harmonia no lar. Somos indivíduos tricótomos (formados de "corpo, alma e espírito" – I Ts. 5:23) e essa união entre o casal envolve essas três partes:
4.1. UNIÃO DE CORPO (SEXUALIDADE) – O Senhor deu ao casal o privilégio de proporcionarem prazer um ao outro também através do ato sexual. Muitas vezes, a privação desse prazer é a forma encontrada por um dos cônjuges (geralmente a mulher) de CASTIGAR o outro por algo que ele fez/falou e o desagradou, o que está biblicamente ERRADO:
“O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.” (I Co. 7:3-5)
Infelizmente satanás tem achado brecha entre casais que se privam um ao outro, mostrando nesses momentos uma “opção” de satisfazer seu desejo sexual. Deve haver entre o casal a consciência de que o ato sexual é bíblico e que ao viverem uma vida sexual ativa também glorificam ao Senhor.
4.2. UNIÃO DE ALMA (INTELECTO, EMOÇÕES, VONTADES) – O casal não precisa “concordar em tudo” ou “pensar igual”, mas precisam ter os mesmos objetivos, o que os fará, mesmo pensando diferentemente, ter a mesma visão. Nesse aspecto, a leitura da Bíblia A DOIS proporcionará a visão divina sobre os variados aspectos da vida, o que servirá de bússola para o casal caminhar junto rumo ao centro da vontade de Deus. É importante também ressaltar, de acordo como v. 25, o fato de que “ambos estavam nus e não se envergonhavam”, o que indica que eles eram livres para serem eles mesmos com abertura e sinceridade total. É isso também que vai proporcionar a união de alma.
4.3. UNIÃO DE ESPÍRITO (ESPIRITUALIDADE) – A união de espírito entre o casal acontece quando eles servem ao mesmo Deus. Essa união não é evidente quando só um dos cônjuges serve ao Senhor, mas é possível a partir do momento em que um dos dois vive uma vida de santificação:
“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?” (II Co. 6:14)
“Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido(...)” (I Co. 7:14a)
Também é projeto de Deus que nós O sirvamos em família:
“E estas Palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E As ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.” (Dt. 6:6, 7)
Assim como em qualquer outra área da nossa vida, quando nós tentamos viver a aliança do casamento fora dos padrões divinos registrados na Bíblia, andamos na contra-mão da bênção de Deus.
Se nossa aliança matrimonial estiver firmada em interesse material, desejo sexual, desejo de sair do jugo paterno/materno ou qualquer outro motivo, nos exporemos ao fracasso como família, enquanto que se firmarmos essa aliança em Deus, buscando dEle a orientação para sermos bons maridos/pais e esposas/mães, Ele honrará essa busca com Suas bênçãos sobre nossa família. É possível viver feliz em família, basta seguir as orientações que o Senhor nos dá para isso.
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